Eles não conseguiram frear a tempo, e um carro bateu em cheio do lado onde Fernanda estava arrastando eles por vários metros. Todos que na rua estavam ficaram perplexos com tal cena. Eu estava dentro do carro, congelado, pois não sabia o que devia ser feito em tal momento, mas ao ver que uma porta do carro estava se abrindo uma faísca de esperança se acendeu. – Pode ser ela, tem que ser ela. – Pensei. Mas não era ela que tinha saído do carro era Gustavo, logo, o sangue me subiu a cabeça e desci do carro indo a sua direção e gritei.
- Você... Se ela sofrer alguma coisa mato você. Segurei em sua gola e comecei a socá-lo, mas umas pessoas separam. Tentei me soltar, mas parei para ouvir o que ele tinha a dizer.
- O soltem, quero ver o que ele vai fazer assim que ouvir a verdade. Gustavo estava tentando fiar em pé.
- Que verdade? Perguntei com ferocidade.
- Isso que aconteceu não foi culpa minha quem foi atrás dela foi você, quem mandou ela vim até o hotel foi você, e quem me perseguiu adivinha... Você.
Fiquei paralisado, pois o que ele tinha dito era a mais pura verdade, estávamos naquela situação por minha culpa, eu fui atrás dela, pedi para que me encontra-se no hotel, se ela morrer será minha culpa.
O clima começava a ficar tenso entre Jorge e Fernanda.
- Quem você vai encontrar Fernanda?
- eu não vou encontrar ninguém!
- Então quem você disse que ama? Sua mãe não é por que ela esta na sala, é Guilherme não é?
- Era Guilherme, mas eu ia falar pra ele que não da mais certo...
- você disse que amava ele!
- eu disse aquilo pra confortar ele, eu amo você! Disse Fernanda indo abraçar Jorge.
- Então nós vamos fazer o seguinte...
- Nós? Como assim? Pergunto Fernanda assustada.
- Você me diz onde ele está e eu vou lá e tenho uma conversa com ele, ai ele para de te ligar e tudo mais, o que você acha?
Fernanda ficou assustada, ela não sabia o que fazer, e Jorge parecia perturbado.
- Ele ta no shopping Center, na praça de alimentação
- então eu vou lá, você vem?
- Não, não quero ver a discussão!
-está bem, volto logo! Jorge pegou as chaves do carro e saiu em direção ao shopping. Fernanda esperou ele sair e para pegar o carro e ir até Guilherme. No o prédio, eu já estava esperando e como de costume Fernanda estava atrasada, peguei o celular e tentei ligar, mas ninguém atendia. Um tempo depois aparece Fernanda pálida.
- O que houver? Perguntei assustado.
- Jorge ouviu a conversa, eu disse que você estava no shopping e ele foi para lá.
- Por que ele fez isso? Perguntei.
- ele morre de ciúmes de você, nossas brigas são apenas por sua causa! Disse Fernanda ofegante. – É melhor conversarmos antes, ele já deve esta no shopping te procurando... Guilherme para onde você esta olhando? Perguntou Fernanda se virando para a mesma posição.
-Jorge! Dissemos os dois simultaneamente assustados.
- É sou eu sim, Fernanda você achou que iria me enganar assim tão fácil?
- Não é isso, eu não queria que acontecesse algo de ruim para algum de vocês.
- De vocês? Eu acho que é apenas de Guilherme!
- Não é que... – entre no carro nós vamos embora agora! Disse Jorge já impaciente.
- mas... – Agora Fernanda. Interrompeu Jorge novamente e Fernanda foi em direção ao carro deixando Jorge e Guilherme sozinhos.
- você não precisava fazer isso, me seguir? Penso até que queria me matar! Eu estava assustado realmente pois não era todo dia que você estava de frente com um cara que aparenta ser um psicopata.
- claro que eu não mataria, mas eu vim aqui pra dizer que vou levar ela pra Noruega comigo e vamos nos casar e morar lá!
- eu vou atrás de você até o inferno por ela!
Jorge se aproximou e friamente disse.
- nós já estamos no inferno. E se virou e foi para seu carro e arrancou com ele. Enquanto eles brigavam dentro do carro Jorge reparou que estava sendo seguido por mim, e acelerou fundo. Ele desviava dos carros como se fosse um piloto de formula 1 mas sem nem uma segurança, deixando a vida de Fernanda em perigo. Estávamos em uma perseguição, quando me aproximei dele estávamos perto do cruzamento, vi um carro vindo em nossa direção consegui frear.
Fernanda sempre foi unida com sua mãe, dona Flavia sempre falou sobre tudo com sua filha. Até quando Fernanda perdeu a virgindade sua mãe foi a primeira, a saber, a confiança era mutua.
- Mãe eu vou ligar para Guilherme! Disse Fernanda esperando aprovação de sua mãe.
- Por que você vai ligar? Perguntou Flavia desconfiada.
- ele me pediu! Respondeu.
- você não é dessas. Eu sei que você ainda gosta dele minha filha, termine com Jorge antes, por que eu sei o que vai acontecer, se você ainda fosse virgem perderia hoje!
-Mãe! Não vai acontecer nada é o que eu espero!
No dia seguinte tentei conversar com Bianca sobre o que aconteceria a noite e a conversar foi melhor que eu esperava.
- Bianca... Ontem eu pedi para falar com Fernanda, marquei com ela e tudo mais. Ela vai me ligar hoje e vamos sair para conversar e...
- Não precisa explicar, eu te entendo, pode ir relaxado! Não se preocupe quanto a isso, eu sei pelo que você esta passando! Bianca falou como se fosse a coisa mais normal do mundo, o que me deixou desconfiado completamente!
- Então... Não vai ter nem um problema eu ir?
- Estou dizendo vai, não tem problema.
- está bem então, você é uma ótima ami... – não vou conseguir terminar. Pensei.
- Que bom, se eu perder um namorado, ganho um novo amigo!
- cara! Você é demais.
- Guilherme seu telefone... Deve ser ela! Bianca estava certa era ela.
- Alô... Fernanda.
- Sim, sou eu! Aonde nós vamos nos encontrar?
- No estacionamento do hotel Rio de ondas.
- Mas lá foi onde... Onde você me pediu em namoro.
- Sim, foi lá sim. Estou te esperando as 19 h.
- está bem, eu vou esta lá, te esperando, eu... te amo!
- você ama quem? Perguntou Jorge de surpresa.
- Jorge há quanto tempo você esta aqui?
- tempo suficiente. Disse Jorge olhando friamente para ela.
Alguns meses se passaram após a festa, Fernanda estava indo bem no trabalho, Jorge tinha terminado a sua faculdade de direito, eu estava namorando com Bianca, minha mãe estava se curando da gripe, a mãe de Fernanda, dona Flavia estava feliz por que conseguiu abrir sua própria loja e tricô. Eu e Fernanda estávamos muito afastados, nossa ultima conversa foi na festa de meu retorno, mas pela força do destino eu sabia que iríamos nos encontrar.
Em casa minha mãe estava doente e ela estando doente eu tenho que cuidar dela.
- Guilherme, vai ao mercado meu filho! Disse minha mãe lá do quarto.
- Comprar o que mãe?
- tem uma lista ali na geladeira, ta toda organizada, é só ir comprar!
- tudo bem mãe, to indo. Volto logo!
Peguei o carro fui ao mercado, logo que cheguei, ela estava lá.
- Bianca meu amor, ta fazendo o que por aqui?
- Vim fazer umas compras e você?
- o mesmo, minha mãe esta doente não sei se você sabe, ela me deu essa lista e vim comprar.
- ah! Que sorte a minha e sua! Disse ela com um olhar faceiro.
- Por que sorte? Eu não havia entendido nada.
- Sorte minha por arranjei carona, sorte sua por que... Ah! É surpresa!
Fiz minhas compras, ela terminou as delas e quando íamos pagar avistei Fernanda e quis despistar Bianca por algum tempo.
- Amor espera que vou pegar mais alguma coisa ta bom?
Corri atrás de Fernanda e me coloquei frente a ela.
- Fernanda... Sem querer dei um susto nela.
- que susto seu idiota, você ta louco?
- não... Quer dizer! Não sei, mas só sei que preciso falar com você.
- eu não quero falar com você, eu quero distancia de você!
- Bom isso eu sei... Mas vamos conversar liga pra mim, eu te imploro! Esse é meu numero se você quiser me ligar eu vou achar o Maximo. Quando terminei por impulso a beijei nos lábios.
- Eu não vou ligar. Disse Fernanda olhando pra o numero.
- Liga filha eu sei que você quer ligar. Disse dona Flavia.
- a senhora estava ouvindo a conversa?
- claro que sim, eu vi a sua cara de animada quando ele disse que queria falar com você... Olha minha filha por atitudes como a sua eu quase perdi seu pai, mas ele me amava como Guilherme te ama, então não perca essa chance. Flavia falou e Fernanda.
- Droga mãe a senhora sempre me convence, eu vou ligar pra ele, ultima chance!
Fernanda estava pensando o seguinte.
‘ Será que ele me ama mesmo? Se ele me amava tanto por que não foi atrás de mim há dois anos? Nossa! Perguntas difíceis, mas eu vou encontrar as respostas, não sei quando ou onde, mas vou’
- vamos minha filha o mundo gira, e passamos tempo demais aqui, eu estou com fome, ou você prefere ficar ai?
- claro que vamos mãe eu só estava pensando, pensamentos que a senhora já conheci.
Todos se divertiam na festa, o que me deixa super feliz, Alemanha era muito boa, mas aqui é o meu lugar, meu eu físico e mental sempre estariam onde meus grandes amigos estavam. Enquanto uns se divertiam outros discutiam.
- Você não me respondeu quem é aquele cara Fernanda! Perguntou Jorge à Fernanda.
- Eu já disse, ele é apenas um meu!
- Não acredito você já teve algo com ele... Por que eu ouvi a conversar, se vocês fossem mesmo apenas amigos você não diria pra ele desaparecer!
- Namorei com ele, foi meu primeiro namorado, eu terminei com ele e ele foi embora sem me avisar nada. Pronto falei tudo e agora o que foi que mudou? Fernanda estava com ódio na fala.
- Nada... Jorge ficou surpreso do modo que Fernanda estava.
- Me desculpa, é por que eu não... Não gosto de falar dele novamente, o que ele fez comigo foi doloroso demais, você não tem noção.
- Está tudo bem, o que ele te fez passar de ruim eu vou compensar com bons agrados pra você.
- eu vou precisar. Disse Fernanda pensativa.
A festa virou a noite, e logo de manhã cedo todos foram embora, ficando apenas eu e Bianca que estava comigo, não reparei, mas ela seria de grande ajuda mais na frente.
- Guilherme essa festa foi o Maximo!
- Fico feliz que gostou, eu fiz pra todos os meus amigos, foi meu jeito de pedir desculpas.
- Desculpas pelo o que? Bianca não sabia o real motivo de ter ido embora do jeito que fui.
- Eu fui embora sem avisar a ninguém, deixei muito deles magoado e magoei uma pessoa em especial que não queria ter magoado.
- Entendi... Então você esta mal, eu não vi você ficar com ninguém. Bianca enquanto falava ia se aproximando.
- É... Eu não fiquei com ninguém por que... – ela se aproximava mais e mais. – Bianca é impressão minha ou vamos nos beijar?
- Não... Nós vamos nos beijar, vamos nos deitar ou até em pé mesmo.
- do que você esta falando? – ela vai me beijar e nós vamos transar. Eu pensava animado enquanto tentava lembrar se tava com camisinha.
- disso. Ela disse e me beijou.
- Guilherme eu tava checando... – Quando Guto interrompeu - Droga! Eu ligo pra você mais tarde, ta bom?
Eu e Bianca ficamos rindo da situação, por alguns minutos.
- Foi engraçado, mas vamos voltar para o que é de melhor, o que você acha?
- tem um quarto lá atrás, quer ir? Perguntei.
- Com certeza, pensei que nunca me chamaria.
Bianca era muito linda, me deixava louco a cada minuto que se passava, mas eu não conseguia parar de pensar em Fernanda.